Brasília, 7 de Janeiro de 2009    Home | Fale Conosco  
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Baixa renda ganhará mais acesso ao financiamento imobiliário em 2007

No ano que vem, mais famílias com renda de até cinco salários-mínimos (R$ 1.750) ingressarão no mercado de financiamento imobiliário. A expectativa é da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O motivo, explicou o superintendente técnico da entidade, José Pereira Gonçalves, é uma mudança tanto no perfil das construtoras quanto no dos próprios bancos, que estão mais voltados para as pessoas de baixa renda.

Unidades x recurso
"Estão sendo lançados empreendimentos com nível mais reduzido", afirmou Gonçalves, detalhando que este ano encerrou com R$ 9,3 bilhões de recursos direcionados para a compra da casa própria, com um total de 115 mil unidades. No ano que vem, essa proporção deve passar para R$ 10 bilhões e 140 mil famílias atendidas. "Isso mostra que o valor médio vai cair", adicionou o superintendente.

Preço
O perfil de lançamentos imobiliários, de acordo com Gonçalves, são aqueles com preço de R$ 70 mil a R$ 80 mil.
"São os imóveis de um, dois quartos. E a tendência é que as construtoras passem a investir mais nesse tipo de produto. Mas claro que os de alto padrão ainda vão existir, de acordo com a procura", adicionou.
Existem dois tipos de financiamento: o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com recursos da poupança, e o que utiliza dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O "preferido" do novo público deve ser este último.
"O FGTS atende famílias com ganhos de até dez salários-mínimos (R$ 3.500), mas tem como principal foco os até oito (R$ 2.800) por causa do valor do financiamento", explicou. Já o SBPE abrange aqueles com ganhos a partir de cinco salários mínimos, adicionou.

Papel dos bancos
Além das construtoras, os bancos possuem um papel crucial na ampliação do crédito. "Como houve uma evolução do mercado, a maioria flexibilizou as condições", afirmou. Como exemplo ele citou o volume do crédito. Entre 2002 e 2003, as instituições arcavam até com a metade do valor do imóvel. Este ano, muitas já pagam 80%.
"O brasileiro tem pouca capacidade de poupança. Quando o banco amplia essa possibilidade de dar apenas 20% do total como entrada, mais pessoas conseguem aderir ao programa", explicou Gonçalves.

Prazo e estabilidade
Outros exemplos citados foram a ampliação do prazo de pagamento, de cerca de dez para 20 anos, além da estabilidade da economia, que possibilita às pessoas aderirem ao empréstimo corrigido pela Taxa Referencial (TR) sem tanto medo.
"Nos últimos cinco anos a atualização monetária esteve em uma média de 2,8%. Ela não é mais corrigida acima dos índices de preços como antes. Então, há alguns anos, as pessoas se preocupavam com isso, porque muitas vezes o salário, atualizado pelos índices de preço, era corrigido a um total inferior ao da TR", concluiu. (Fonte: Info Money)


 

 

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