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Mercado de imóveis será aquecido por novo pacote de financiamento imobiliário

O novo pacote de medidas de incentivo ao financiamento imobiliário, anunciado na última terça-feira (12) pelo governo federal, pode ser responsável por um período de "boom" para o mercado de imóveis. A previsão é do conselheiro da Ademi-DF (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário), Wildemir Demartini, que espera beneficio para todas as faixas de renda.
Classe média
Mas a classe média deve mesmo ser a parcela da população mais beneficiada. Segundo o ministro das Cidades, Márcio Fortes, "a população baixa renda já contou com medidas importantes, envolvendo subsídios para aquisição da casa própria".
Já os empreendedores serão beneficiados pela facilidade na tomada de crédito. Eles poderão consultar, pela internet, as formas de financiamento, com informações sobre juros, prazos e garantias.
Entre as medidas do pacote, Demartini destaca a permissão para que as instituições financeiras ofereçam crédito imobiliário com taxa de juros prefixada, tornando facultativo o uso da Taxa Referencial (TR).
Bancos
"Há um bom tempo o financiamento bancário tem oferecido planos de pagamento mais dilatados", lembra o dirigente. "Agora, com as novas facilidades, as instituições financeiras vão oferecer taxas ainda mais atrativas, provocando maior concorrência, com inegáveis vantagens aos tomadores", diz, ao lembrar que o financiamento habitacional cresceu 60% no ano passado em relação a 2004.
Ao comentar a adesão de grandes bancos ao financiamento imobiliário, Demartini garante que há espaço de sobra no mercado privado para novas modalidades de financiamento. "No Brasil esse mercado direciona 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto que em outros países da própria América Latina, como o Chile, este percentual é de 14% do PIB", compara.
Financiamento
Segundo a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, o financiamento máximo para as construtoras era de 30% do valor do empreendimento e equivalente a 50% dos gastos com a obra, mas agora o teto fica em 85% do custo da obra; aproximadamente 60% do valor da venda. Outra vantagem é que o percentual mínimo para comercialização dos imóveis era obtido com recursos financiados pela Caixa, mas agora os imóveis poderão ser vendidos em negociação direta com a construtora (autofinanciamento). Segundo Maria Fernanda, os recursos serão somados à meta original do orçamento para o financiamento da habitação neste ano, que era de R$ 10,2 bilhões. Até agora, já foram investidos R$ 9,8 bilhões de um total de R$ 13 bilhões até o final do ano.

(Fonte: Diário Net).

 

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